Newsletter: a nova aposta para portais de conteúdo

A newsletter vem sendo muito recomendada por especialistas do mercado de comunicação por ser uma ferramenta de relacionamento de baixo custo e que se relaciona direto com o público alvo, se comparado ao investimento em anúncios nas redes sociais como o Facebook por exemplo.

O alcance orgânico do Facebook é muito baixo e a maioria das pessoas não utilizam o Twitter no seu dia a dia. Essa é a razão pela qual as newsletters recebem 40 vezes mais engajamento do que o Facebook ou Twitter, de acordo com a pesquisa da McKinsey & Company.

Bilhões de pessoas utilizam e-mail na sua rotina de trabalho e nos seus celulares, porém a maioria não usa sequer uma ferramenta para filtrar as notícias e encontrar conteúdo relevante, esse é o diferencial que está fazendo cada vez mais veículos de comunicação optar pelo envio de boletins de notícias.

Através do conhecimento do perfil do seu público e descobrindo quais são seus interesses em conteúdo é possível formular newsletters específicas para um nicho, entregando conteúdo de valor agregado para os leitores em uma plataforma de uso diário, dessa forma se a newsletter for relevante ela acaba entrando na rotina do usuário.

Mas para chegar até esse ponto é necessário seguir algumas recomendações, confira abaixo:

1 – Contratar uma ferramenta de disparo de e-mail que ofereça relatórios com taxa de abertura, leitura, engajamento, cadastro e descadastro de lista de e-mail entre outras métricas;

2 – Construir uma base de assinantes “higienizada” isso é sem e-mails que irão retornar por que não existem, estão com endereço cadastrado errado e etc…

3 – Perguntar para o assinante e visitante do seu portal se ele deseja receber conteúdo por e-mail, se sim quais são os conteúdos que ele gostaria de receber;

4 – Não comprar lista de e-mails pois número não representa conversão em leitores realmente engajados e dispostos a pagar por conteúdo.

Veja abaixo um case de sucesso publicado no portal Poder 360° e entenda melhor como implementar newsletter em um portal de conteúdo:

Segundo a companhia Inside, focada em crescer e monetizar sua coleção de boletins jornalísticos, e-mail, não o Facebook, é a maior rede social.

A companhia fundada pelo empreendedor e investidor Jason Calcanis –conhecido por Weblogs Inc, e seus investimentos anteriores na Uber tem cerca de 300 mil assinantes em 30 newsletters. Além disso, tem uma média de pouco mais de 40% de taxas de abertura e média de cliques de 10% em todos os boletins jornalísticos. A coleção inclui a newsletter de Calcanis, um boletim de notícias diárias de interesse geral e ofertas mais peculiares, como Inside Space (sobre viagens espaciais), Inside Trump (sobre o presidente norte-americano) e Inside Beer (para vendedores ou produtores de cerveja).

As newsletters também usam publicidades: ou a companhia paga por um patrocínio mensal e pode ter um logotipo e uma indicação na newsletter, além do acesso a um pacote de assinaturas premium interno para sua empresa, ou os anunciantes pagam por mais anúncios  nativos dentro dos e-mails enviados.

Entre os anúncios e as assinaturas premium, a companhia ainda não é lucrativa e pode ou não estar buscando aumentar a arrecadação (preferiu não comentar sobre). Antes, concentrou-se em métricas como os “e-mails abertos semanalmente”, mas com o lançamento de ofertas de assinaturas, “leitores o suficiente estão nos pagando, então não precisamos focar necessariamente no volume”, disse Smith.

A equipe do staff sugere ideias para novas newsletters e os leitores “votam” ao se inscrever no boletim potencial com seus e-mails. O Inside selecionará um escritor e começará o projeto para ideias que coletarem pelo menos 2.000 assinantes (ou atrair um grande anunciante para patrociná-la). Algumas como a Inside Trump, Inside Space, Inside Internet das Coisas e Inside Beer foram lançadas depois de terem atingidos esse mínimo. O Inside Bitcoin, por exemplo, passoude 2 mil pré-assinantes para 7 mil poucos dias depois do seu lançamento.

“Descobrimos que antes de ter a ferramenta de pré-assinatura, o que dava mais trabalho para nós era alcançar os primeiros mil, 2 mil assinantes“, disse Smith, acrescentando:

“É difícil ter aquele alcance de informação boca a boca se não se tem nada de onde construir, e o boca a boca é a melhor maneira de fazer estas coisas crescerem“.

A maioria dos 5 funcionários em tempo integral e 10 freelancers que trabalham nas newsletters do Inside são orientados para a tecnologia, que tem de atuar com diversos setores diferentes. O time ainda está tentando descobrir o quanto –e o que– oferecer aos assinantes premium, a correta mistura de conteúdo original versus agregação e o volume correto de novas newsletters que o time pode lidar.

Vários boletins são divulgados diariamente (como o sobre Realidade Virtual). Notícias sobre o governo Trump saem tão frequentemente que a Inside Trump (divulgada2 vezes por semana) já lançou alertas de última hora. Segundo Kim Lyons, editor administrativo do Inside, neste momento, as newsletters agrupam em média de 60 a 70 conteúdos de outras fontes e até cerca de 40% de conteúdo original, de acordo com Kim Lyons, editor-chefe da Inside.

“Nossa mistura atual está funcionando, embora eu gostaria de nos envolver ainda mais em apuração original. Estou mais interessado em fazer os mergulhos mais profundos do que as coisas de última hora, já que há vários portais de notícias que já fazem isao muito bem, e tentar duplicar isso com o staff do tamanho que temos também não é prático“, disse Lyons.

“Nosso senso é que não estamos escrevendo para um público totalmente novato. O que é interessante para nossos assinantes é, por exemplo, quais companhias de drones estão fazendo novas coisas, quais são as novas regulações sobre coisas no espaço, como a mudança de políticas públicas afeta meu negócio?“.

Neste momento, a audiência do Inside está 80% nos Estados Unidos, e em sua maioria perto de São Francisco, o que faz sentido dado as indústrias que abrangepara a indústria que cobre.

Ofertas premium variam de acordo com a newsletter. Para algumas, a assinatura especial vem com reportagens de pesquisa especiais ocasionalmente (a do Inside AI vem mensalmente e é escrita pelo investidor-anjo Rob May). Para outras, pode significar um artigo original embaçado na newsletter.

“Tentamos nos certificar de que não temos apenas notícias do dia, mas novidades que você pode ter perdido e que não estão recebendo atenção em outros veículos“, disse Lyon. “Um grande contraponto que tivemos é de leitores não-premium quando vêem um artigo que não conseguem ler na newsletter, o que sempre sabíamos que iria irritar alguns que simplesmente não querem pagar“.

“Ainda é um processo construir tudo isso. Mas é muito legal ver que leitores realmente querem pagar pelo conteúdo“, disse Smith.

Confira mais cases de Sucesso:

O New York Times agora tem 13 milhões de inscrições para 50 newsletters por e-mail

Uma Certa Newsletter do New York Times já tem mais de 60.000 Assinantes

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Fonte: Poder 360° e Monetização.

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