Tendências para o Jornalismo brasileiro em 2018

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e a Farol Jornalismo lançaram recentemente a segunda edição do especial “Jornalismo no Brasil” com tendências e reflexões para o jornalismo em 2018. Os principais temas abordados são: redes sociais, desinformação, polarização política, jornalismo de dados, checagem de fatos e representatividade no jornalismo.

Segundo a jornalista e fundadora do Farol Jornalismo, Marcela Donini o principal desafio para esse 2018 será a cobertura das eleições “Sempre é difícil de fazer, mas agora estamos vendo um clima de polarização intenso, com discussões muito apaixonadas”. A recomendação de Marcela é muita cautela para produzir um jornalismo equilibrado e responsável. “Precisamos fugir da apelação e do sensacionalismo, mas também temos que ser compartilháveis”, diz Marcela, ela acredita que é preciso ajudar o público a entender todas as redes, para que eles possam consumir informação com mais qualidade.

Assim como em 2017, os principais aliados da imprensa em 2018 serão o fact-checking e o jornalismo de dados, com estudo da audiência e estatísticas, especialmente durante a cobertura de temas que “vão de encontro às crenças” dos leitores, diz Marcela.

A proposta para 2018 é usar os “malefícios” como benefícios para a imprensa, por exemplo: contra robôs propagadores de notícias falsas, utilizar robôs checadores, além da colaboração entre redações e o estudo de algoritmos a favor de veículos.

A iniciativa “O Jornalismo no Brasil” é inspirada no Predictions for Journalism, série de artigos publicada anualmente pelo Nieman Lab em que se apontam tendências e previsões para o ofício. O objetivo do projeto brasileiro é trazer reflexões a partir da perspectiva de profissionais de dentro e fora da imprensa, que pensam a prática jornalística sob diferentes ângulos.

CLIQUE AQUI PARA CONFERIR TODAS AS TENDÊNCIAS APRESENTADAS NO PROJETO.

Share this Post

Deixe uma resposta