Windows 10 gratuito?

Desde que assumiu o posto de CEO da Microsoft em fevereiro de 2014, nomeado por Bill Gates para substituir Steve Ballmer, o indiano Satya Nadella já implementou várias iniciativas em direção a um modelo de negócio mais aberto.

Um dos exemplos é a suíte de escritório mais popular do mundo, o Office, que tornou-se um pacote bastante atrativo com as versões 365, incluíndo versões totalmente gratuitas para professores e estudantes de instituições credenciadas (versões para o sistema operacional móvel iOS da Apple também passaram a ser gratuitas no primeiro trimestre de 2015).

Outro movimento notável é a aproximação com a comunidade de desenvolvedores de software. O ambiente de desenvolvimento Visual Studio ganhou uma versão recheada de recursos e totalmente gratuita, denominada Community 2013.

O mais recente anúncio seguindo esta abordagem, no entanto, foi o que causou maior furor: a nova versão do Windows (denominada Windows 10) será oferecida através de upgrade gratuito para quem possuir as versões 7 ou 8 em seu desktop. A crítica especializada, no entanto, argumentou que este seria um movimento natural compensatório, principalmente depois de uma versão não tão popular (Windows 8 e o seu upgrade, 8.1). Além disso, a Microsoft estaria apenas iniciando em um modelo já consolidado pela Apple em seu sistema operacional OS X.

O comunicado da Microsoft sobre o Windows 10 causou certo “mal-entendido”. Um artigo da Reuters (http://www.reuters.com/article/2015/03/18/us-microsoft-china-idUSKBN0ME06A20150318) dizia que o sistema operacional poderia ser atualizado gratuitamente mesmo em computadores rodando versões não-licenciadas (piratas), o que foi rapidamente desmentido pela própria Microsoft, em seu site:

“Com o Windows 10, mesmo que PC’s com versões não-genuínas possam realizar o upgrade para Windows 10, isto não irá alterar o status da licença. Windows não-genuíno não é distribuído pela Microsoft. Não é propriamente licenciado, ou suportado pela Microsoft ou por um parceiro. Se um dispositivo for considerado não-genuíno ou não possuir uma licença anterior ao upgrade, o dispositivo continuará sendo considerando não-genuíno ou sem licença mesmo após o upgrade”.

É provável que, após o upgrade sobre uma licença anterior não genuína, seja oferecido ao usuário algum dispositivo de compra para legalizar sua cópia.

Assim, fica claro que a Microsoft não se tornou um oásis do software livre, e com certeza não é esta a abordagem que está norteando a empresa. Porém, é notável que a companhia demonstra uma postura diferente no licenciamento de software – se não impulsionada por diretriz própria, mas pelo menos para acompanhar a concorrência e os modelos de negócio atuais.

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